Muitos daqueles que professam seguir a Cristo mantém sua fé naquilo que dizem ou naquilo que pensam sobre Cristo, mas, infelizmente, o que fazem não reflete a crença que professam ter...
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças¹...
Recentemente tomei ciência de dois sites, mendigourbano e bancodaarvore, que, de uma forma inteligente, visam, respectivamente, auxiliar moradores de rua e a neutralização das emissões de carbono através do plantio de árvores. Nada contra, aliás, achei muitíssimo interessantes ambas as iniciativas e creio eu que obterão sucesso evidente, mas, pensando bem, sucesso esse que demonstra escancaradamente nosso comodismo e descaso. Descaso? Sim, descaso... pois, se não me atenho a estender a mão ao ser real que se encontra ao meu lado, ou então, a colocar minhas próprias mãos na terra, posso, a fim de aliviar minha consciência, dar algum dinheiro como “solução” do meu e do problema alheio, algo menos pessoal, mais virtual, mais confortável para quem está bem acomodado em suas poltronas. Entendo que em propostas desse tipo fazem como que o “amar o próximo como a ti mesmo”² se resuma, única e exclusivamente, em prover financiamento para que outros “amem” o meu próximo. Felizes os que recebem a ajuda de iniciativas assim, mas, me pego a pensar, como fica a consciência dos que se restringem a “amar o próximo” somente dessa maneira, como um amor efêmero, simplista, trivial e descartável. Que possamos “amar o [nosso] próximo” verdadeiramente, de forma autêntica, vívida e, se preciso for, também com financiamento de projetos como os acima citados. Graça e Paz a todos os filhos de Deus e... mãos à obra!