
A posse do espaço da poça dos pingos da chuva
Acirra a pequenez daquilo que alguém possa pensar
Acirra a pequenez daquilo que alguém possa pensar
A menos que o poço, com sua soberba posse
Passe à poça uma vívida esperança de apossar
Passe à poça uma vívida esperança de apossar
Por efêmero bocado de tempo a passar
Um espaço a mais ou um passo a menos do lugar
Que a poça deixará de ali empossar
Enquanto, no céu, o sol perdura em moroso passear
Findando com a posse do espaço da poça
Dito que o poço não se ouse em ajudar
[A menos que não possa]
Sendo o fim, portanto, da breve história de uma poça
Que um dia seu espaço deixou de apossar
Por não haver água alguma de quem emprestar
Por não haver água alguma de quem emprestar
Embora tenha, outrora, refletido belo cenário azul a nos adornar
Cuja lua ou mesmo estrelas ali possam ter ousado a lhe posar.
Tiago Henrique Mendes
[em momento de "nada com coisa nenhuma"]
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