16 de nov. de 2009

A breve história de uma poça...


A posse do espaço da poça dos pingos da chuva
Acirra a pequenez daquilo que alguém possa pensar
A menos que o poço, com sua soberba posse
Passe à poça uma vívida esperança de apossar
Por efêmero bocado de tempo a passar
Um espaço a mais ou um passo a menos do lugar
Que a poça deixará de ali empossar
Enquanto, no céu, o sol perdura em moroso passear
Findando com a posse do espaço da poça
Dito que o poço não se ouse em ajudar
[A menos que não possa]
Sendo o fim, portanto, da breve história de uma poça
Que um dia seu espaço deixou de apossar
Por não haver água alguma de quem emprestar
Embora tenha, outrora, refletido belo cenário azul a nos adornar
Cuja lua ou mesmo estrelas ali possam ter ousado a lhe posar.

Tiago Henrique Mendes
[em momento de "nada com coisa nenhuma"]

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