O que é real?
Além de nos remeter à ideia do que existe de fato, que é verdadeiro, o real está para além do ínfimo que podemos ver, ouvir, cheirar, degustar, sentir, tocar, enfim, além do que podemos tomar ciência de um mero fato explicativo acerca da circunstância cabal.E o que é intangível?
Outrora poderia versar sobre intangibilidade valendo-se daquilo que não se pode ser tocado, palpado, sentido pelo viés do tato. Não obstante, quando aceitamos o conceito de realidade que transcende a tênue e turva condição de explicação da mesma, uma contradição me pareceu pertinaz, fomentando, por tanto, um contraponto entre o que nos é real e intangível.E o contraponto...
O que não se pode explicar é dado como dotado de uma irrealidade autêntica, ainda que temporária, valendo-se de uma irrelevância voraz que propicia sórdidos conceitos a cerca daquilo que ainda não podemos compreender. Não seria diferente ao se tratar da existência de Deus.
Eis então que surge o contraponto entre o real e o intangível.
Para entender a existência de Deus devemos ir além do conceito de real e nos abstermos do que nos é posto como verdade por intermédio dos sentidos e permitir que o Amor, que é intangível, faça parte de cada mera porção de vida que nos forma.
Logo, Deus, em sua extrema sabedoria, poder e graça, se mostra real, ainda que não podemos explicar com insignificantes palavras, e seu intangível Amor nos vem tocar a cada nascer do sol e em cada momento em que nossos joelhos se encontram ao chão e buscamos incessantemente do Intangível Real - Nosso Senhor.
Tiago Henrique Mendes
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