
Meu desenho é disforme
Como a nuvem que o tempo não ousa dissipar
Já não penso no espaço do descaso
E os dias não se fazem a me agradar
Não pretendo ficar até mais tarde
Os carinhos não me bastam
E as verdades de nossos vícios
Se ousam, a cada sol, no alento do alarde
Meus pés descalços se desviam do agouro
Daquilo que eu mesmo planejei
Não percebo o que magoa
Muito menos aquilo que não tentei
Se mudaram o fim da história
Eu não vejo meus limites
As janelas estão sujas
E nada mais me passa em glória
Não me dão o que eu preciso
Só me pedem o que não tenho
Desconheço o meu chão
Passa o tempo, sopra o vento, cai a areia, e todos vão, em vão...
Tiago Henrique Mendes
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