5 de dez. de 2009

Alcunhas...


Louco, careta, fanático, alucinado, ignorante, iludido, alienado, etc... quantas outras alcunhas já lhe foram imputadas pelo simples fato de estar na contramão do mundo, por seguir um caminhar avesso ao olhar cético que fomenta o dito como "certo", "legal", "direito", enfim, aquilo que se mostra "digno de ser almejado". "Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Coríntios 1:18). A cruz, um símbolo desprezível aliado as coisas mais vis da humanidade, transcende nosso finito entendimento. Impossível entender por completo a grandiosidade de tudo o que estava envolvido naquele corpo pendurado em dois toscos pedaços de madeira. Um feitio paradoxal em meio à batalha universal que acabou por confundir vitória com derrota. A violência, o sangue derramado, o horror, o castigo que caiu sobre ELE, mas que era MEU. Um metamorfosear dentre condenação e oportunidade de vida - vida em abundância. Deus nos comprou por um preço absurdamente caro, a vida de seu único filho - Jesus Cristo. E agora, esse mesmo Cristo nos admoesta acerca da retidão de caráter perante um mundo sorvido em fraude, pois "se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15:19). SOMOS DE CRISTO, ELE NOS ESCOLHEU, MORREU POR NÓS e ainda mais, A FÉ NESTE BENDITO NOME NOS CONCEDE A SALVAÇÃO. É tão comum ouvir falar que estamos perdendo tempo ao nos consagrarmos em uma vida cujo ideal é cristão. Perdendo tempo, pois a vida passa e não se fez ou aproveitou nada. Há um texto em Mateus 10:39 que nos garante que não somos NÓS que estamos a perder algo, mas O MUNDO que tem perdido tempo e, consequentemente, a vida, pois Jesus assim o diz: "Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á". Devemos dizer ao mundo que o tempo a se perder logo irá findar-se, restando-lhe, pois, aceitar aquilo que outrora era dito como "loucura", mas que agora lhe concede poder para abalizar o que realmente é CERTO e DIGNO DE SER ALMEJADO. Findo com um profundo pensamento de Ellen Gold White acerca do mundanismo, uma vez que “a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (O Grande Conflito, p. 509). Sejamos "loucos", "caretas", "fanáticos", "alucinados", "ignorantes", "iludidos", "alienados", etc... mas com a plena certeza que, apesar de estarmos no mundo, NÃO SOMOS DO MUNDO, POIS CRISTO NOS ESCOLHEU...

Tiago Henrique Mendes

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