
Louco, careta, fanático, alucinado, ignorante, iludido, alienado, etc... quantas outras alcunhas já lhe foram imputadas pelo simples fato de estar na contramão do mundo, por seguir um caminhar avesso ao olhar cético que fomenta o dito como "certo", "legal", "direito", enfim, aquilo que se mostra "digno de ser almejado". "Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Coríntios 1:18). A cruz, um símbolo desprezível aliado as coisas mais vis da humanidade, transcende nosso finito entendimento. Impossível entender por completo a grandiosidade de tudo o que estava envolvido naquele corpo pendurado em dois toscos pedaços de madeira. Um feitio paradoxal em meio à batalha universal que acabou por confundir vitória com derrota. A violência, o sangue derramado, o horror, o castigo que caiu sobre ELE, mas que era MEU. Um metamorfosear dentre condenação e oportunidade de vida - vida em abundância. Deus nos comprou por um preço absurdamente caro, a vida de seu único filho - Jesus Cristo. E agora, esse mesmo Cristo nos admoesta acerca da retidão de caráter perante um mundo sorvido em fraude, pois "se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15:19). SOMOS DE CRISTO, ELE NOS ESCOLHEU, MORREU POR NÓS e ainda mais, A FÉ NESTE BENDITO NOME NOS CONCEDE A SALVAÇÃO. É tão comum ouvir falar que estamos perdendo tempo ao nos consagrarmos em uma vida cujo ideal é cristão. Perdendo tempo, pois a vida passa e não se fez ou aproveitou nada. Há um texto em Mateus 10:39 que nos garante que não somos NÓS que estamos a perder algo, mas O MUNDO que tem perdido tempo e, consequentemente, a vida, pois Jesus assim o diz: "Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á". Devemos dizer ao mundo que o tempo a se perder logo irá findar-se, restando-lhe, pois, aceitar aquilo que outrora era dito como "loucura", mas que agora lhe concede poder para abalizar o que realmente é CERTO e DIGNO DE SER ALMEJADO. Findo com um profundo pensamento de Ellen Gold White acerca do mundanismo, uma vez que “a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (O Grande Conflito, p. 509). Sejamos "loucos", "caretas", "fanáticos", "alucinados", "ignorantes", "iludidos", "alienados", etc... mas com a plena certeza que, apesar de estarmos no mundo, NÃO SOMOS DO MUNDO, POIS CRISTO NOS ESCOLHEU...
Tiago Henrique Mendes
Muito bom!!!
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