29 de dez. de 2009

Café da manhã...

O que você pensaria do pastor de sua Igreja (caso freqüente uma) se o visse constantemente almoçando com prostitutas e travestis de sua cidade e se divertindo com eles em conversas informais? Sim, seu pastor freqüentando, por exemplo, a rua augusta em são paulo para refeições com amigos pessoais? Que tal almoçando constantemente com políticos envolvidos em escândalos de fraude e abraçando-os entre largos sorrisos para fotos?
Sejamos realistas. evangelismo seria a última opção de sua lista de juízos satânicos. Certamente muitos levantariam as "espirituais hipóteses" de que o pastor estaria traindo a esposa ou se entregando ao mundo do homossexualismo. Talvez em busca de reconhecimento político, poder ou aquisição ilegal de verba para supostos projetos eclesiásticos. talvez apenas incomodasse a "aparência do mal" deste líder espiritual. Algo teria que ser feito pelo bem da "igreja". Tudo tem limite.
Anciãos e membros certamente se rebelariam não permitindo jamais a presença ou participação do pastor nas atividades da igreja local até que fosse esclarecido o ocorrido. O órgão responsável pela administração eclesiástica convocaria o pastor para um reunião explicativa, pediriam talvez para que não continuasse o que fazia independente do quão necessário e importante fosse. Comissões se reuniriam para decidir o futuro deste líder e sua vida certamente nunca mais seria a mesma.
O fato é que Cristo, o Bom Pastor e nosso Exemplo Supremo, passou pela mesma situação do pobre pastor fictício. Em Lucas 5:29-32 Jesus é convidado para um banquete oferecido por Levi Mateus, publicano, odiado, famoso pela desonestidade, extorsão e manipulação de pobres. A casa estava cheia de amigos de Levi e, fora da cena, fariseus e escribas murmuravam algo. Em lucas 19 a cena se repete com o pequeno Zaqueu e os murmúrios continuam e continuam.... E continuam até hoje.

"este recebe pecadores e come com eles." (Lucas 15.2)

A religião por si só nunca discerne o amor. A religião vazia, cega o bem de Deus em nós. Gostamos mesmo é de murmúrio e não de salvar pecadores. Jesus revelava a real intenção do evangelho a cada atitude: salvação. Cada almoço com Cristo era um banquete da Graça. mas o preço pago era alto, tão alto que custou Sua própria vida. Morto e pendurado na cruz pela cegueira e aparente justiça dos religiosos de murmúrio. Ele ultrapassou todos os limites.
O verdadeiro evangelho de Cristo se resume em uma frase: Ele continua recebendo pecadores e comendo com eles; e isto me faz refletir com sinceridade...
Temos rompido com o preconceito maligno que limita a ação redentora do Espírito em nós? Temos aceitado este chamado? Temos seguido o exemplo do Mestre deixando os "sãos" discutirem entre si enquanto estendemos cura e salvação aos doentes? Na verdade, será que podemos seguir este exemplo ainda hoje?

Pense nisso e aguarde a hora do almoço...


Felipe Tonasso
Disponível em: http://tonasso.blogspot.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário