27 de dez. de 2009

Velhos outonos...

Os dias passam, passam as horas
Tocando temas com um piano desafinado
Mais ou menos errado, mais ou menos parado
Sem sentido, um pouco ignorado

Gritos ecoam, selam memórias, marcam
Deus ainda chora, sempre rimos e o mundo esquece
O tempo da última prece
E ninguem aquece, ninguem acontece

Você sente na pele
Os dias estão frios, as noites estão quentes
Caminham num labirinto de vento
Vestindo pouco a pouco o esquecimento

Somos o que fazemos para mudar o que fomos
Mas se nada somos, virão apenas velhos outonos

Uma lágrima no chão reagiu minha lentidão
Tocou meu Coração, fiz o que precisava
Ele chorava e eu perguntava
É comida? É uma casa?

Mal a noite caia, ele dizia
"Se quiser fazer algo por mim, faça um verso sereno
E que ele me leve não somente até o céu,
Mas perto das estrelas"


Somos o que fizemos para mudar o que fomos

Vai ficar ou vai correr?
Vai Salvar ou esquecer?
Eu só quero que me ame até o pôr do sol [...]

Rosa de Saron

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