As cidades de refúgio designadas ao antigo povo de Deus, eram símbolo do refúgio provido em Cristo. O mesmo Salvador misericordioso que designara aquelas cidades temporais de refúgio, proveu pelo derramamento de Seu próprio sangue aos transgressores da lei de Deus um retiro seguro, aonde podem eles fugir em busca de garantia contra a segunda morte. Nenhuma força pode tirar de Suas mãos as almas que a Ele recorrem em busca de perdão. "Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." "Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Rom. 8:1 e 34); para que "tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta." Heb. 6:18. Aquele que fugia para a cidade de refúgio não se podia demorar. Família e emprego atrás ficavam. Não havia tempo para dizer adeus aos queridos. Sua vida estava em jogo, e todos os outros interesses deviam ser sacrificados a um único propósito - chegar ao lugar de segurança. O cansaço era esquecido, desatendidas as dificuldades. O fugitivo não ousava por um momento moderar seu passo antes que estivesse dentro dos muros da cidade. O pecador está exposto à morte eterna, até que encontre esconderijo em Cristo; e, como a perda de tempo e o descuido poderiam despojar o fugitivo de sua única oportunidade de vida, assim a demora e a indiferença podem mostrar-se ruína para a alma. Satanás, o grande adversário, está no encalço de todo o transgressor da santa lei de Deus, e aquele que não for sensível ao seu perigo e não buscar ansiosamente abrigo no refúgio eterno, será uma presa do destruidor. O prisioneiro que em qualquer ocasião saía da cidade de refúgio, era abandonado ao vingador do sangue. Assim o povo foi ensinado a aderir aos métodos que a sabedoria infinita indicava para a sua segurança. Da mesma forma, não basta que o pecador creia em Cristo, para obter o perdão do pecado; deve, pela fé e obediência, permanecer nEle. "Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários." Heb. 10:26 e 27.
Ellen Gould White
(Patriarcas e Profetas, p. 516-517)
(Patriarcas e Profetas, p. 516-517)
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